A vereadora Denise da Supra solicitou à Prefeitura a elaboração de campanha voltada para o enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, intitulada “Não Deixe o Medo Calar”.
Conforme a parlamentar, durante a campanha deverão ser realizadas ações de divulgação dos mecanismos de combate, prevenção e atendimento às vítimas de violência. “A iniciativa deve trazer discussão, reflexão e ações contra os diversos tipos de violências sofridos pelas mulheres. Os canais de denúncia e as ações da Prefeitura voltadas para ajudar e garantir os direitos dessas mulheres deverão ser amplamente divulgados”, adiantou.
Denise destaca que a compreensão dos diferentes tipos de violência contra a mulher é fundamental para fortalecer ações de prevenção e combate. “A informação é uma das principais ferramentas nessa luta. A violência doméstica ainda é uma das formas mais recorrentes. Esse tipo de agressão ocorre dentro do ambiente familiar e os atos violentos são, em grande parte, praticados pelo próprio companheiro e podem se manifestar de diversas formas, incluindo agressões físicas, verbais e psicológicas.”
A vereadora alerta que há também a violência no ambiente de trabalho. Um relatório divulgado em 2020 pelo Instituto Patrícia Galvão, com publicação no site da Empresa Brasil de Comunicação, revela um dado alarmante: 76% das mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de violência no trabalho. Entre as situações relatadas estão xingamentos, insinuações de cunho sexual e convites inapropriados feitos por colegas homens. “Reconhecer esses diferentes contextos em que a violência acontece é essencial para ampliar o debate, promover políticas públicas eficazes e incentivar denúncias, contribuindo para a construção de uma sociedade mais segura e igualitária”, disse Denise.
Durante a campanha deverá também ser divulgada a Lei 11340/2006, denominada “Lei Maria da Penha”, uma das ferramentas mais importantes no enfrentamento da violência doméstica e familiar contra mulheres. A criação da lei aumentou o rigor das punições das agressões contra a mulher e estabelece medidas protetivas de urgência para a vítima. “Nossa solicitação se torna ainda mais urgente diante do aumento expressivo dos casos de violência contra a mulher, que vêm se intensificando de forma preocupante nos últimos anos no Brasil e no município de Uberaba. Todas as práticas de violência contra o sexo feminino se correlacionam, e vários devem ser os mecanismos de combate criados para que haja uma diminuição dos casos registrados. É importantíssimo o papel do poder público na criação de políticas públicas de prevenção e atendimento às vítimas, caminhando em paralelo com a ação da sociedade. Ao menor sinal de violência contra a mulher, não se cale, denuncie!”, aconselhou a vereadora.
Jorn. Karla Ramos
Dep. Comunicação da CMU
31/03/2026






