Vigilantes vão ao plenário e recebem apoio dos vereadores

15/03/2012 00:00
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Vigilantes vão ao plenário e recebem apoio dos vereadores
Em mais um dia de paralisação, os vigilantes compareceram no plenário a convite do vereador Afrânio Cardoso (PP). Com o movimento, eles pedem a fixação do piso salarial em R$1.259,68, além de 30 vales-alimentação por mês, no valor de R$18 cada, adicional de risco de vida no valor de 30% do salário e plano de saúde e odontológico extensivo aos familiares.
Ricardo Teixeira, presidente do Sindicato, revelou aos vereadores os anseios da classe e nomeou os perigos a que esta está exposta. "Ainda tem o fato de que agora estão querendo retirar as portas giratórias", observou. Ele lembrou ainda que muitas agências bancárias funcionam com um segurança, colocando em risco a vida dos outros funcionários e também dos correntistas. 
A vigilante do Banco Itaú, Renata Alves, lembrou que o movimento também busca respeito pela profissional do sexo feminino. "Temos muitas vigilantes mulheres e somos, muitas vezes, discriminadas. Somos mulher, mãe, esposa e, ainda sim, trabalhamos como vigilantes e damos conta do recado", desabafa. 
Todos os vereadores manifestaram apoio ao movimento e assinaram requerimento, por sugestão de Afrânio, contendo os pedidos da classe. O vereador Tony Carlos (PMDB) elogiou a iniciativa do colega e lembrou que mil reais é muito pouco para quem trabalha com vigilância, principalmente em bancos. "Quero um projeto que mantenha a porta giratória em Uberaba", disse. Por sua vez, João Gilberto Ripposati (PSDB) mostrou-se preocupado devido a cidade ainda não ter vigilância eletrônica. 
O vereador Jorge Ferreira (PMN) lembrou que toda manifestação é válida, principalmente porque "acorda" a sociedade para os problemas das classes trabalhistas. Já o vereador Samuel Pereira, diz que se sensibiliza com a luta, porque teve um exemplo muito próximo. "Meu pai foi vigilante e veio daí o meu sustento".
A luta pela valorização foi citada por muitos vereadores. Para Cléber Ramos (PMDB), os bancos desprezam a questão salarial. "Qualquer funcionário de banco ficou aquém de muitas outras profissões, ao contrário do que era antes, quando se tinha até um certo status", lembra. Apoiando o pensamento do companheiro, Itamar Rezende (DEM) disse que os bancos só querem ter lucro dos seus contribuintes. "Só querem vantagem e não valorizam seus funcionários, como o vigilante, que presta um relevante trabalho. Se não fossem eles, haveria muito mais assalto".

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