Legislativo aprova doação de área pública para novo hospital do câncer em Uberaba

27/04/2026 17:22

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O investimento será de aproximadamente R$ 275 milhões, para construir o novo “Hospital do Futuro”

 

 

Nesta segunda-feira (27) a Câmara Municipal de Uberaba aprovou a doação de um terreno de 32,7 mil m² em área da Univerdecidade, para a Associação de Combate ao Câncer do Brasil Central. O objetivo é a construção de uma nova unidade do Hospital Dr. Hélio Angotti, que vai passar a se chamar “Hospital do Futuro”. A estimativa é de um investimento de R$ 275 milhões, com previsão de concluir as obras até o ano de 2037.

A cidade de Uberlândia também vai contar com um novo prédio, que deverá ser construído em uma área de 5 mil m². O líder do Governo, vereador Samuel Pereira, destacou a importância do investimento e criação de empregos. Serão gerados pelo menos 700 empregos diretos e 350 indiretos.

“São contrapartidas sociais claras e modernas, e o Sine é quem estará a frente das contratações”, afirmou o vereador. Ele comentou que serão contempladas as vagas para mulheres vítimas de violência doméstica e jovens aprendizes da Feti. Além disso, conforme lembrou Samuel, o projeto vai fomentar a inserção da população negra e da comunidade LGBTQIAPN+

O presidente Ismar Marão disse que todos estavam ansiosos para que o projeto chegasse à Casa. Ele parabenizou os envolvidos, especialmente a equipe do Hospital Dr. Hélio Angotti e o ex-deputado Nárcio Rodrigues. “Nós sentimos orgulho de poder votar um projeto que vai mudar as vidas de tantas pessoas”, afirmou Marão.

O Secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação (Sedec), Celso Neto, disse que estava ali para defender o projeto como representante do governo, mas principalmente como cidadão. Ele relatou que teve um avô que passou os momentos mais difíceis no Hélio Angotti. “O hospital precisa de um novo espaço, de novas tecnologias, é uma referência e se tornará ainda mais com a nova estrutura, que vai mudar a história da região”, avaliou o representante do Executivo.

O vereador Gleidson Ripposati Filho apresentou uma emenda que alterou o § 1º do Artigo 1º, “a presente doação tem por objetivo a instalação de uma

nova unidade hospitalar, no Município de Uberaba, voltada à assistência hospitalar, ao desenvolvimento de novas tecnologias médicas, pesquisas avançadas em oncologia, longevidade, saúde mental e saúde da mulher.

Segundo Ripposati, o objetivo era apenas de reforçar e deixar de forma transparente os objetivos que fundamentaram a instalação do empreendimento no Parque Tecnológico.

A área pública fica localizada na divisa da área da EMBRAPA com avenida Doutor Randolfo Borges Júnior, no Parque Tecnológico. No local também deverão ser instalados laboratórios de pesquisa, incubadoras de startups do setor de saúde, parcerias com universidades e empresas do setor para fomentar inovação e formação profissional.

O terreno foi avaliado em aproximadamente R$ 4 milhões e, apesar do Conselho ter obtido 100% de desconto na contrapartida, o mesmo vai repassar 10% do valor ao Fundo Municipal de Desenvolvimento Econômico, ou seja, o valor de R$ 403 mil, dividido em 24 parcelas. Além disso, a Prefeitura concedeu incentivos fiscais, como a isenção do recolhimento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) pelo prazo de dez anos, além da isenção do recolhimento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN).

A Associação de Combate ao Câncer do Brasil Central é referência na prestação de serviços hospitalares voltados ao tratamento oncológico e ao desenvolvimento de novas tecnologias médicas, incluindo pesquisas avançadas em oncologia, longevidade, saúde mental e saúde da mulher.

O atual conselheiro e gestor do hospital, médico Felipe Toledo, lembrou a luta do médico Délcio Scandiuzzi para reestruturar o HHA. Ele lembrou que há cerca de 10 anos foi convidado pelo então presidente para se tornar uberabense e ajudá-lo a superar uma crise sem precedentes no hospital.

“O trabalho de recuperação demorou sete anos, e em 2023 graças a Deus conseguimos entregar nas mãos do Délcio o equilíbrio econômico/financeiro do hospital, e a possibilidade de estarmos aqui hoje, discutindo sobre o futuro”, disse o médico.

Toledo fez questão de dizer que este não é um trabalho que se faz somente da porta para dentro. Ele aproveitou para agradecer ao apoio da Prefeitura, através da secretária municipal de Saúde, Valdilene Rocha que, segundo ele, sempre acreditou no hospital e neste projeto, e desde que assumiu a função, nunca mediu esforços para ajudar, conseguindo verbas, portarias, e tudo o que foi preciso nos últimos três anos para ajudar a desenvolver o projeto do Hospital do Futuro.

“Quando a política é feita pelo bem, as instituições que trabalham pelo bem são sempre beneficiadas”, disse Toledo. Segundo ele, o hospital chega a 2026 com este desafio, de buscar a viabilidade econômica/financeira do projeto, e todos os apoios necessários para uma obra deste tamanho.

O médico ainda esclareceu que o futuro hospital vai atender tanto a região do Triângulo Sul, como também o Triângulo Norte, no Alto Paranaíba. Eles pretendem pedir ao Ministério da Saúde uma reclassificação do hospital, para um Centro de Alta Complexidade de Oncologia (CACON), e para que isto aconteça o HHA precisou se preparar.

“Estamos falando de um futuro que já começou, hoje temos os tratamentos de radioterapias mais avançados do Brasi. Não tem nenhuma diferença no tratamento que você faz no Sírio Libanês ou no Hospital Hélio Angotti, quando se trata de radioterapia. Também fazemos radiocirurgia, algo tão complexo que não tem nem na cidade de Uberlândia, poucos hospitais do interior do País têm esta tecnologia e os profissionais necessários para fazer este tipo de atendimento”, explicou.

O gestor do Hélio Angotti também lembrou que, graças a emendas do então deputado Aelton Freitas, conseguiram colocar no local o tão esperado aparelho de PET Scan, que está em fase final de credenciamento junto ao SUS, para começar a atender a população. Ele disse que o atendimento com o equipamento vai muito além de Uberaba e região, pois existem apenas três unidades no interior de Minas. A expectativa é de atender cerca de 1/3 do Estado.

Para Toledo, tudo é resultado da humanização das pessoas, de como elas são tratadas. “Quando nós chegamos aqui, colocamos uma revisão do objetivo do que seria o Hélio Angotti existir, e para isso fomos discutir qual seria a nossa missão, e eu pedi que os funcionários colocassem a essência do hospital em uma frase, que é trabalhada até hoje, que é “cuidar de você como nós gostaríamos de ser cuidados”. Os desafios existem, e às vezes a burocracia tenta atrapalhar, mas o que pode ser feito dentro da Lei e da responsabilidade, a gente sempre tenta colocar o ser humano e o acesso à saúde a frente de tudo”, concluiu o médico.

 

 

Jorn. Hedi Lamar Marques
Departamento de Comunicação CMU
27/04/2026

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